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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um pedacinho dos Açores perto de nós

        Santo Antônio da Patrulha é um dos quatro primeiros Municípios do Rio Grande do Sul. Com colonização basicamente de origem açoriana, com o decorrer do tempo passou a ser ocupado também por italianos, alemães e poloneses.
        Em 1760 foi elevado a condição de Freguesia para, em 1809 passar a Vila e, em 03 de abril de 1811 foi instalado o Município de Santo Antônio da Patrulha que recebeu essa denominação em função das patrulhas instaladas em seu território objetivando a cobrança de impostos para a Coroa.
Simultaneamente, Rio Grande, Rio Pardo e Porto Alegre, receberam a mesma condição formando assim os quatro municípios mais antigos do Rio Grande do Sul.
         A presença de casais açorianos em Santo Antônio da Patrulha deu-se por volta de 1760, sendo alguns fugidos de Rio Grande devido a invasão de espanhóis e outros avulsos. "Mas só em 1771 que oficialmente o Governador da Capitania recebeu ordens de assentar casais açorianos em Santo Antônio da Patrulha. Recebiam - DATAS - pedaços de terra de tamanho variável. Segundo o Monsenhor Ruben Neis, foram 28 casais que se localizaram entre a sede do povoado (hoje a Vila de Santo Antônio da Patrulha) e as terras da Lagoa dos Barros." Alguns imigrantes abandonaram suas datas buscando terras em outras localidades, enquanto outros ilhéus ou descendentes os sucediam. A partir daí torna-se morfologicamente definido o primeiro núcleo de povoamento, que é hoje um núcleo histórico localizado na Cidade Alta.
Fonte: Neis, Ruben. Guarda Velha de Viamão. Est./Sulins Figueiredo, Lézia M. C. de

Um pouco da cultura açoriana em Santo Antônio da Patrulha

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Colonização


Colonização Portuguesa no Rio Grande do Sul

Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas portugueses estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da lagoa Mirim. Em 1742, os colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. As lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, teve fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 1807, a área foi elevada à categoria de capitania. Grupos de imigrantes italianos e alemães começaram a chegar a partir de 1824. A sociedade estancieira passou então a coexistir com a pequena propriedade agrícola, diversificando a produção. Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas, como a Guerra dos Farrapos (1835-45), e participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-70). As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas (1928) o Estado foi pacificado.
O estado do Rio Grande do Sul possui papel marcante na história do Brasil, tendo sido palco da Guerra dos Farrapos, a mais longa guerra civil do país. Sua população é em grande parte formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, africanos e indígenas. Em pequena parte por espanhóis, poloneses e franceses, dentre outros imigrantes.[15]

Composição étnica

Os principais imigrantes em número foram os portugueses (em grande parte, açorianos), seguidos dos alemães e italianos, que vieram somar-se aos ameríndios e escravos africanos. Também podem-se citar entre os grupos de imigrantes minoritários: espanhóis, poloneses, austríacos, russos, judeus, árabes, japoneses, argentinos, uruguaios, entre outros. Atualmente, a população autodeclara-se da seguinte maneira quanto à raça: 82,3% como brancos, 11,4% como pardos, 5,9% como pretos e 0,4% como amarelos ou indígenas.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Grande_do_Sul#Cultura


domingo, 17 de junho de 2012

Cidades

MOSTARDAS... INSPIRAÇÃO AÇORIANA

         Mostardas (RS) foi emancipada de São José do Norte, em 1963, possui uma longa e significativa trajetória histórica, intimamente associada à sua localização e a colonização açoriana. Em 1742, havia no território correspondente ao atual município um posto de vigilância, conhecido como “Guarda de Mostardas”. Em 1773 chegaram os primeiros açorianos em Mostardas, que são o fundamento da maior parte dos atuais moradores, que trouxeram os usos e costumes da ilha dos Açores. Possui além de outros pontos turísticos, um centro histórico onde se concentram os elementos significativos que integram seu patrimônio cultural, caracterizado, especialmente, pela arquitetura colonial portuguesa. Um exemplo é a casa de cultura que foi construída em estilo português do inicio do século XIX, abriga hoje, acervo histórico e cultural do povo Mostardense e suas raízes.      Outro exemplo é o Casario Açoriano, tombado pelo patrimônio Histórico do Município desde 1989, guarda prédios de arquitetura açoriana também do princípio do século XIX, com seus telhados com eira e beira. O estilo açoriano destaca-se quanto o alinhamento das ruas, ou seja, ruas estreitas e compridas com casas geminadas umas as outras sem pátios na frente, junto à calçada. O aspecto de serem geminadas reforçava a segurança e economizava paredes. Entre outras características, uma das mais marcantes na cidade é o tipo do telhado com telhas coloniais e beiral tipo eira e beira, as casas do Brasil Colonial possuíam telhado formado por três linhas de telhas sobrepostas. Quando chovia, estes planos alçavam as águas para a rua e para o fundo do terreno. Abaixo do telhado, havia detalhes, chamados de eira, beira e entre beira, que serviam não só como adorno, mas também para distinguir as diferentes classes sociais dos proprietários. Quanto mais detalhes, mais rico o dono da casa. Assim, uma casa que não tivesse eira nem beira mostrava a condição humilde de seu dono. Outra característica é sobre as aberturas, as porta e janelas de tampão com ou sem bandeira (abertura de vidro colocada no alto de portas e janelas) caixilhos tipo guilhotina ou tampão. Ainda existem, no telhado de algumas casas, símbolos açorianos como uma pomba ou coração significando proteção que seriam ícones de fé e de devoção.



Visita à casa da Bisa!
Por Aline Zacca

Casa de vó já é gostosa, imagina da Bisa Landa! Humm, essa não tem igual. É na cidade de Mostardas que mora Dona Iolanda Maciel Zacca, filha de Portugueses, casada com filho de Sírio, Seu Pierre Zacca. Conforme meu sogro, filho de dona Iolanda, seus avós maternos vieram de Portugal para a cidade de Praia Grande, SC. Já os avós paternos vieram da Síria para a cidade de Mostardas, RS. Os dois se conheceram em Praia Grande quando seu Pierre foi trabalhar na cidade como guarda da Malásia, e posteriormente acabou sendo delegado da cidade. O encontro entre os dois aconteceu porque o presídio era no porão da casa da Dona Iolanda. Casaram-se, tiveram um filho, primeiro de sete. Foram morar então na cidade de Mostardas.
Nossa família é realmente uma mistura maravilhosa de culturas, raças, identidades, etc. Meu filho, Augusto Basei Zacca, também tem um pouquinho dessa origem açoriana. Durante a visita na casa da Bisa, entre café da manhã, almoço, café da tarde e janta temos o privilégio de saborear receitas maravilhosas de origem portuguesa como o arroz doce, a doce de leite, ambrosia, compotas de doces, etc e também aproveitamos para conhecer um pouco sobre a história dessas famílias, e a Bisa Iolanda faz isso como ninguém, suas histórias são emocionantes e cheias de muito amor. E suas receitas nem se fala... Nas fotos a seguir está: Fabiano Zacca, Bisa Iolanda, Augusto Zacca, Tio Jandir Zacca. Na segunda foto: Aline Basei Zacca, Bisa Iolanda, Augusto Zacca, Fabiano Zacca. Há, desculpa, esqueci do macaco!